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Cada vez mais tenho noção que temos de estar preparados para tudo na vida. Saber aceitar as situações adversas, saber perdoar (a nós próprios é o mais difícil) e sermos, essencialmente, pessoas bem resolvidas.
Até parece simples dito desta forma.
Hoje chegou o despacho final do roubo violento que sofri em minha casa. Do grupo, só um ficou preso, outro com vigilância electrónica, dois sujeitos a obrigações periódicas e outros dois (um dos quais foi a minha casa) com (apenas!) termo de identidade e residência. Fiquei a conhecer, de forma detalhada, todos os roubos, toda a violência, todos as pessoas que foram privadas de milhares de euros em dinheiro e bens, por causa daquele grupo, cujos membros actuavam juntos ou separados.
Podia recorrer (segundo a carta, se tivesse factos novos) e pedir indemnização, mas para tal tinha de arranjar um advogado, gastar dinheiro, quando se sabe que normalmente este tipo de indivíduos raramente têm bens no seu nome. Juntamente com o facto de que ele está em liberdade e eu ainda moro na mesma casa... Talvez por o ter visto bem (é novo e de etnia cigana) tenho agora pouca vontade de passear na zona onde moro. Sei que tenho e que vou ultrapassar isto, mesmo que seja apenas quando mudar de casa. Triste foi o facto de não ter sido referido, no processo que me enviaram por carta, que eu tinha a minha filha ao colo quando fui agredida.
No entanto, analisando todo o processo, ainda cheguei à conclusão que tive imensa sorte. Em um dos casos, com o assaltante mais violento, uma Sra foi amordaçada e deram-lhe vários socos em todo o corpo.
E se eu estava aborrecida comigo própria por ter aberto a porta (por pensar efectivamente que se tratava do vizinho), deixei de estar. Quando queriam entrar nas casas partiam os estores e, em um dos casos, partiram a porta da entrada.
Tenho pena das pessoas agredidas (principalmente as de maior idade), mas também dos polícias que fizeram um óptimo trabalho, sempre atentos e prestáveis, e que têm de andar sempre atrás dos mesmos criminosos.
Sem mais palavras. Aceitar e ir em frente.
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